Da       memória ela abriga-se do medo

Jan       gada abandonada na beira do rio seco

Nela    havia navegado destemida, distraída

Ve        la a rua lá fora, pois está muito triste

Jo         gada como viela, estaria sem saída?

A          esperança, contudo, continua em riste

Vi         das à margem seca das vias, porém

Da       quelas vias antes vistas com fartura

La        crimejantes corações findos jazem

Fo       (z)nte da rua torrencial na vida  futura

Ra       diante caudalosa desejos a fazem.

.

Poema de Paulo Esdras aos povos originários e ribeirinhos

3 respostas

Deixe um comentário para VALD RIBEIRO Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *