Venho de quem já fui e sou
Sem mais correntes
navego de volta
Navego sem fim
Terra tão bonita, gente colorida
Batuque, terreiro
Rodo o mundo inteiro
Mas aqui é minha vida
Para minha nanã eu vou
Já fui para sempre
Porque ela não me solta
Pois ela está em mim
Pele resistente, alma maravilha
Batuque, terreiro
Rodo o mundo inteiro
Mas lá é minha vida
Avoei, cantei nos quatro limites
Cachoeira me abraçou
Fiz ninho de tincoãs serenar
Luandei também, meu amor
Tentaram me tirar de lá
Por um brigue voador
Sobre águas de Yemanjá
Sob estalos, tanta cor
Escolhi ficar e cantar
Aleluia, aê voa sol
Aleluia, aê voz de lua


Bom demais, Paulo!!!! Mateus Aleluia é um orixá vivo da Bahia Profunda!!!! “…meus traumas Freud não explica – Aleluia”
Muito lindo. Parabéns!
Parabéns Paulo, pela singela e justa homenagem.