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Nasci livre e serei resistência
Pelos irmãos que não puderam nascer
Ou vendidos como espólio de guerra
Pelos que morreram no oceano
Acorrentados em navios do tráfico desumano
Ou açoitados até a morte, em terra.
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Aos que encontraram a liberdade
Nos caminhos de luta ou de lei
Nascido livre ou liberto pela avançada idade
Quilombo, comunidade na periferia aflita
Humilhados pela superficialidade da pele
Dos pobres de espírito com crueldade infinita.
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Mas, mesmo preso em grilhões
Ou por força apertados em conduções
Serei rico de espírito, espírito livre
Dono de meus pensamentos e ideais
Não mais serei arrastado pelos mares
Dono de mim escolherei meu cais.
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Belo texto, amigo!
Sempre sensível aos temas!
Parabéns!
Paulo Esdras,
Saúde e paz.
Parabéns pelo texto que traduz a realidade de quem teve a sua liberdade cerceda, os mau tratos e sofreu crueis castigos. Seu texto é o regate da cidadania do povo sofrido e estigmatizado, a raça negra.
Abraços
antorres
Linda!
Paulo, você é um escritor incansável!
Por que digo isso?
Vc produz sem parar e o que é melhor, com muita qualidade!
Bravo, Paulo! Na sua poesia se escuta o brado retumbante da consciência negra! PARABÉNSSS!!!