ATO FALHO (Teatro)

Autor: Paulo Esdras PERSONAGENS: Político, Diabinho, Anjinho, Mãe Caipira grávida e com bebê (bolsa), Bebum, Capoeirista zé, Capoeirista João, Sindicalista Ana, Sindicalista Norma, Sindicalista Vera, Jornalista Maria, Jornalista Pedro. O Político entra acompanhado pelo Diabinho e Anjinho virados para a plateia. As sindicalistas estão na parte da frente da plateia. O Político: Obrigado por […]
Itaparica (poesia)

Levantar cedo e ir à praia Cortar pelo novo loteamento Céu azul que o amor atraia Sol já raiou o melhor momento. . Maré baixa e brisa marinha Cabelo ao vento sem amanhã Areia sob os pés, quentinha Orla com cheiro de manhã. . Família, brincadeiras, que alegria! Som de ondas, rajadas de vento Guarda-sol […]
Mateus, Aleluia! (homenagem)

Venho de quem já fui e sou Sem mais correntes navego de volta Navego sem fim Terra tão bonita, gente colorida Batuque, terreiro Rodo o mundo inteiro Mas aqui é minha vida Para minha nanã eu vou Já fui para sempre Porque ela não me solta Pois ela está em mim Pele resistente, alma maravilha […]
Rua e Rio (Poesia)

Da memória ela abriga-se do medo Jan gada abandonada na beira do rio seco Nela havia navegado destemida, distraída Ve la a rua lá fora, pois está muito triste Jo gada como viela, estaria sem saída? A esperança, contudo, continua em riste Vi das à margem seca das vias, porém Da quelas vias antes vistas […]
De Lucill (Conto)

Fui a única filha entre tantos irmãos, mas meus pais decidiram não me distinguir deles. Mamãe me ensinava os ofícios delicados – costurar, bordar, ordenar a casa –, e eu gostava de ver nascer das minhas mãos uma roupa inteira, como se cada ponto fosse um pequeno milagre. Mas bastava ouvir o tropel dos meus […]
ZUMBI (poesia)

. Nasci livre e serei resistência Pelos irmãos que não puderam nascer Ou vendidos como espólio de guerra Pelos que morreram no oceano Acorrentados em navios do tráfico desumano Ou açoitados até a morte, em terra. . Aos que encontraram a liberdade Nos caminhos de luta ou de lei Nascido livre ou liberto pela avançada […]
Rua Solitária (poesia)

Estou solitária.Minhas calçadas estão descalças.Fui celebrada em outrora, quando era útil,mas outras passagens foram criadas —mais iluminadas, ou mais largas. Aqui, as crianças não brincam mais.Acredito que prenderam a infância nas casas tristes.O semáforo já é um sinal sem sentido,paralelepípedos com tédio sem paralelos. Às margens do meio-fio, os postes brilham para ninguém.As faixas de […]
É Você… (Crônica)

Em um futuro breve… Dois adultos conversam sobre música brasileira na sala de estar enquanto as crianças brincam no tapete da sala ao lado. – Como é mesmo aquela música de Marisa Monte? – Passa então a cantarolar a melodia – Sei qual é, mas não lembro da letra. Essa tocou muito nas rádios […]
ESCUTAR (Poesia)
Antes que seja tarde (poesia)

A saciedade é o desejo imediato de quem está com fomea culpa, a ferida aberta daquele que não confessoua identidade é a vontade de quem não tem nomea dúvida, prisão àquele sem fé, que não acreditou. A decepção é o destino de quem criou expectativao arrependimento, a cama de quem não venceu o medoa esperança […]
